em 09/12/2013
Em entrevista ao programa "Arena SporTV", Schmitt lembra que a punição ao Coxa foi menor que a sua denuncia, mas garante que voltará com a mesma carga contra Vasco e Atlético-PR neste ano.
- No ano de 2013 tivemos muitos problemas e muita violência. Em determinados momentos conseguimos conter, em outros não. Dez partidas foi o resultado final de 2009, embora a gente tenha denunciado 30 partidas. Agora, a gente vai fazer o mesmo com o Atlético-PR, denunciar com muito rigor, também o Vasco que é reincidente. É preciso que exista uma resposta. Eu confio que o tribunal esteja mais sensibilizado para que no campo desportivo possamos dar essa resposta, que muitos órgãos no campo criminal, civil e outros segmentos não têm conseguido.
- A gente teve um ano muito difícil com as torcidas. Temos números alarmantes. Desde Vasco e Corinthians, eu vinha trabalhando com denúncias e cumprimento da perda de mandos e, inclusive, com a ausência de público e não consegui êxito (...). De lá para cá trabalhei com outras possibilidades, outros textos, reunindo com a CBF e o presidente do STJD (Flávio Zveiter) e apresentando uma proposta com a ausência de público, a venda de ingresso e cumprimento da perda de mando em caso graves. É um passo que estamos dando nessa linha de contenção de violência.
Fonte: SPORTV
MEU COMENTÁRIO:
Não considero o STJD como exemplo de nada. Inclusive nem existe no ordenamento jurídico do País (que, aliás, é ridículo porque não consegue emitir decisões uniformes: quantas pessoas são condenadas por um crime e outras são liberadas?). Para mim, torcidas organizadas (todas) deveriam ser extintas e considerado crime a associação com tais finalidades. Algumas dizem que realizam ações beneficentes, etc., mas neste caso não precisam se associar em torno de um esporte como o futebol: ajudem de uma das milhares de formas possíveis. A verdade é que o Estado brasileiro não consegue garantir a segurança de seus cidadãos de bem, em qualquer lugar, horário e momento, inclusive em nossas residências. Outra coisa importante: o brasileiro se acostumou a ser marginal. Muita gente só se preocupa com o seu umbigo e que se dane o coletivo, a comunidade e o necessitado.
Na verdade o mau exemplo vem de cima e já se espalhou até a base da população. Nem com mais quinhentos anos de história chegaremos a formar uma nação decente.