É impressionante a capacidade que algumas pessoas possuem de causar danos à sociedade. A culpa por isso é da própria sociedade. A omissão, do tipo "não tenho nada a ver com isso", é responsável por ações de oportunistas como os que se aboletaram na cabine de comando do Vasco por muitos anos. Somada a essa omissão, acresce-se a dos próprios membros da diretoria que, em alguns casos, se deixam dominar por um personagem nefasto e de personalidade forte. O que quero dizer com isso? Simples: durante 6 mandatos (18 anos), entre 1983 e 2001 o clube foi dirigido por um mesmo presidente, que permitiu e admitiu, além das diversas reconduções ao cargo, ser aconselhado e, quiçá manipulado, por um verdadeiro Cardeal Richelieu que, incentivado e motivado pelo poder concedido pelo dirigente maior, acabou criando o absolutismo estatal no reino vascaíno. Ato contínuo, o próprio "primeiro ministro" transformou-se no monarca absolutista, governando desde 2001 a 2007, até ser expulso do trono pelo povo, repetindo a história da monarquia francesa.
Infelizmente, assim como aconteceu no reino dos Luises e normalmente ocorre após a decadência e queda dos impérios absolutistas, o caos domina o estado vascaíno, agora mergulhado em dívidas e dúvidas, incertezas e fofocas, necessidades e indefinições. Certamente, reconstruir é muito mais difícil do que construir. Esta é a lição que devemos aprender desta novela que completa mais de 25 anos de capítulos e que não desejamos que se estenda mais, por omissão de todos nós.
Está na hora do Vasco retomar o caminho histórico da luta democrática que fez dele o clube com a tradição mais invejada entre todas as instituições brasileiras e o único que ostenta uma cruz secular na altura do peito, com significado cristão universal. Isso vale mais do que qualquer interesse pessoal.
Associe-se, se ainda não o fez. Mantenha-se associado, se estiver desanimado. Volte a acreditar na missão da cruz, se tiver desistido. E confie, como fizeram os nove cavaleiros da Ordem de Cavalaria criada em 1118, na cidade de Jerusalém, intitulada Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, melhor conhecida como Ordem dos Templários, responsável pela defesa dos interesses e proteção dos peregrinos cristãos na Terra Santa.
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