domingo, 16 de setembro de 2012

VASCÃO 1 x 1 Cruzeiro (16.9.12) - ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O PASSADO E O FUTURO.

Este foi um jogo para dar novo alento à torcida. Empatamos mas jogamos como time grande.

O que mais desanima o torcedor do VASCO é quando o time joga como time pequeno. Hoje a equipe jogou pensando na vitória, independente de estar em casa ou fora.

Uma das coisas que mais me desanimava era a atitude do Cristóvão de escalar e orientar o time com intenção de, primeiro não perder e, se possível, em última instância, vencer.  O pior eram as entrevistas, quando dizia que o time era escalado para ganhar e nós não víamos isso refletido em campo, tanto que encontravamos muita dificultade de reagir quando eramos pressionados ou precisávamos reverter um placar. E outra coisa que me arrepiava era ver a passiva atuação do nosso ex-treinador, ao lado das quatro linhas. A impressão que sempre me passou era de que ele nunca se despiu do uniforme de auxiliar técnico para vestir o de treinador. Era muito apático, aparentando calma, mas sempre piscando muito, transmitindo uma impressão de muito comedimento. Nunca se soltava, o que me dava a impressão de que os jogadores não se contagiavam com a empolgação que um treinador deve ter.

Marcelo Oliveira demonstrou neste primeiro jogo, ser um treinador mais ousado. Teve coragem de escalar sem receio o Jhon Cley ao lado do Juninho. Escalou o Eder Luis, independentemente das últimas atuações apagadas do atacante, o que acabou lhe dando confiança, provocando o melhor desempenho do atleta desde que voltou da contusão e da renovação do contrato. Não teve receio de escalar o Renato Silva, após muito tempo parado por causa do problema de renovação de seu contrato. Teve coragem de substituir Carlos Alberto, após lhe dar todas as oportunidades durante o jogo, até o momento em que o atleta desperdiçou bisonhamente uma jogada (isso feito de tal forma que não transpareceu estar punindo o atleta, que, com certeza, deverá ter outras oportunidades). A oportunidade dada ao Romário, substituindo o Tenório no segundo tempo, mostrou que não tem receio de usar o banco.

Nilton e Wendel estão perfeitamente entrosados ao time. William Matheus e Jonas precisam melhorar: ambos ainda demonstram insegurança. Tenório é raçudo e como tal, as vezes bate de canela, erra passes, tropeça, etc., porém é utilissimo para mostrar ao time que se joga com o coração, também.

Esta semana (16 a 23 de setembro), não tem jogo no meio da semana, o que dará esperança de que o treinador terá mais tempo  para dar mais a sua cara ao time do VASCO. O próximo jogo será em Campinas, contra a Ponte Preta, domingo, dia 23, as 16 horas.

Pra frente VASCÃO!!!
S. V.

Esta semana (aproveitando que não tem jogo no meio) falarei sobre a conturbada política interna do VASCO (tem coisas que nunca mudam, como já dizia meu saudoso avô, a quem devo o amor pelo Gigante da Colina)!

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